Gestão colaborativa: que bicho é esse? Teoricamente, a gestão colaborativa representa uma forma de trabalho que permite o envolvimento regular e significativo dos trabalhadores na tomada de decisão e o acesso à informação dentro das suas empresas, incluindo aí a definição das metas, a contratação dos seus lideres, a resolução dos problemas operacionais e o controle da execução. Esta forma de administração, se implantada de coração aberto, traz enormes benefícios para a empresa, através da contribuição de todas as partes envolvidas, sejam colaboradores, clientes ou fornecedores.

Com a inclusão dos colaboradores nos processos decisórios da companhia o dia-a-dia torna-se mais rentável, mais produtivo e, até mesmo, mais prazeroso. Com este tipo de ação,
administrador e equipe passam a ter responsabilidade conjunta pelo o que acontece dentro da empresa.

Dessa maneira, é possível extrair a riqueza de conhecimento e, principalmente, de capacidade de cada um, pois para que a gestão colaborativa funcione de verdade é preciso,
fundamentalmente, compromisso, tanto do empregador, quanto dos empregados. Mas esta proposta não vale apenas para dentro da companhia. É importante envolver também os
clientes, os fornecedores e os parceiros. Afinal, todos estão no mesmo barco.

Dentro da empresa, por exemplo, é possível que o colaborador decida o melhor horário para cumprir suas tarefas e até mesmo qual será a sua remuneração por isso. É
claro, que num primeiro momento, haverá descrença, mas aos poucos as pessoas vão embarcando no processo de confiança que é instalado, valorizando cada vez mais a
colaboração e a competência.

É normal também, quando se aplica este tipo de gestão colaborativa, que algumas pessoas se sintam ameaçadas e abandonem o barco, com medo do comprometimento.
Realmente vão ficar aqueles que querem crescer e isso tornará a empresa mais criativa.

No segmento de TI, mais especificamente no desenvolvimento de software este tipo de administração se encaixa perfeitamente. Em todo projeto de software se convive com
incógnitas e os clientes querem uma solução rápida e eficiente. Normalmente, quando surge a primeira incógnita um projeto pode parar ou até fazer com que a parceria termine. Neste
momento surge o compromisso, do desenvolvedor em chamar a responsabilidade para si e resolver a questão e do cliente em confiar no fornecedor.

É ai que aparece a possibilidade de se instituir um gestor de clientes, que responde pelo relacionamento direto com os clientes atuais da empresa. Este modelo de gestão
colaborativa, permite a construção de uma relação de longo prazo, onde todos ganham. O gestor é responsável pela aproximação junto aos seus clientes, procurando ampliar a relação
para além da Pessoa Física, concedendo à mesma um caráter pessoal.

Tudo isso está ligado à questão da responsabilidade social, que é uma forma de conduzir os negócios da empresa de tal maneira que ela seja parceira e co-responsável pelo
desenvolvimento social. Para isso é preciso levar em consideração os interesses de acionistas, colaboradores, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores, comunidade,
governo e meio-ambiente e conseguir atender a todos dentro do planejamento da companhia.

Por fim, é fundamental que se entenda que todo processo produtivo, seja ele de um automóvel ou de um sofisticado software, envolve seres humanos e, por isso, a valorização
desse indivíduo é fundamental.

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *